Description:Do prefácio do autor:«Não tive a intenção de elaborar um roteiro completo, do género daqueles que os serviços de hidrografia costumam publicar. A Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes está em campo, levantando cartas e planos, estudando correntes, marés, ventos, magnetismo e muitos outros elementos necessários à feitura de um autêntico e perfeito roteiro.Por isso, apenas pretendi coligir as informações indispensáveis ao simples uso das ilhas como abrigo de navios, de modo a facilitar a demanda de fundeadouros e os desembarques.É isto o que mais importa para o navegante, sempre preocupado com o mau tempo tão freqüente, receoso de perder um ferro num mau fundo, sem planos, sem roteiros, sem pilotos.De facto, além das cartas do Almirantado Britânico, antiquadas e resumidas, e do roteiro inglês que às ilhas se refere — contendo muito úteis informações para a navegação costeira, mas insuficiente nas indicações para demandar surgidouros, sem nada dizer da maioria dêles — nada mais há publicado do que a notícia que o 2.º tenente Owen Pinto inseriu nos Anais do Club Militar Naval de Setembro e Outubro de 1914. Apesar de limitada, muito tem auxiliado quem se tem visto na obrigação de cruzar nas ilhas, sem outros esclarecimentos.Agora começam a sair os trabalhos da M. H. I. A. e com êles desaparecerão as dificuldades. Mas ainda decorrerá algum tempo antes de completos êsses estudos; e mesmo depois, enquanto o seu roteiro não fôr publicado, haverá toda a conveniência em dispor de outros elementos, que as cartas não costumam trazer, para praticar os portos levantados e especialmente aquêles locais que não tiveram o merecimento de um plano.* * *Não posso aqui esquecer os senhores oficiais do N. R. P. «Lima» que tanto valorizaram êste trabalho com os seus desenhos e me ajudaram na colheita de elementos. De entre todos foi o 2.º tenente Guimarães Rodrigues que prestou a mais importante contribuição, fazendo a maioria dos desenhos. Tirava-os à vista, do natural, desprezando intencionalmente as proporções a fim de melhor relêvo dar aos pontos notáveis, completando depois os trabalhos com os pormenores fixados pela fotografia. Ninguém terá dúvida em classificar a sua colecção de primorosa.É também aos senhores Capitães dos Portos e Delegados Marítimos nos Açôres, Oficiais da M. H. I. A. e da Estação Radiometeorológica Naval do Atlântico, na Horta, Capitães dos paquetes da Emprêsa Insulana, pilotos, práticos e pescadores, que cabe a responsabilidade de terem prestado um grande número de preciosas informações. A todos devo muito reconhecimento.A quási totalidade dos conhecimentos foi obtida nos próprios locais, na companhia de homens de reconhecida competência, tudo verificado sempre que foi possível. Seria meu desejo ter ancorado em tôda a parte em que os fundos para tal são aconselhados. Mas êste estudo foi feito nas horas vagas, ou melhor, cumulativamente com outros serviços, aproveitando oportunidades de navegação que o desempenho de várias missões nos Açôres, no período de alguns meses, me permitiu. Contudo muitos ancoradouros se praticaram e todos, sem excepção, foram visitados, reconhecidos e sondados.Não vão descritos todos os contornos das costas, bai- xos, ilhéus e faróis dos Açôres. Apenas se fala no que interessa à pilotagem dos fundeadouros e referenciação dos desembarcadouros, ou ainda cuja notícia agora dada venha alterar o conhecimento anterior havido. Quero dizer que é indispensável a consulta não só das cartas, como da lista de faróis e roteiro inglês antigo.Por tudo isto recomendo esta obra apenas como um auxiliar ao qual não devem ser pedidas responsabilidades que não competem a quem não tem pretensões. Mas também não tenho dúvidas de que agora qualquer navio poderá percorrer — sem receios e apenas com cautela — todos os ancoradouros dos Açôres e reconhecer todos os seus portinhos de desembarque.Há quinhentos anos que Frei Gonçalo Velho escreveu a primeira e a mais valiosa página para um roteiro das ilhas. Muito, depois disso, aqui fizeram os portugueses, desvendando os mares e desbravando as terras. Mas do seu conhecimento das coisas do mar bem pouco nos legaram pela escrita. Eis porque ainda cinco séculos mais tarde se podem apresentar êstes bem modestos subsídios como o primeiro roteiro marítimo dos Açôres.Bordo do Contratorpedeiro «Lima», Setembro de 1942.»We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Ancoradouros das Ilhas dos Açôres. To get started finding Ancoradouros das Ilhas dos Açôres, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed. Our library is the biggest of these that have literally hundreds of thousands of different products represented.
Pages
271
Format
PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Anais de Marinha – Estado Maior Naval – Ministério da Marinha
Description: Do prefácio do autor:«Não tive a intenção de elaborar um roteiro completo, do género daqueles que os serviços de hidrografia costumam publicar. A Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes está em campo, levantando cartas e planos, estudando correntes, marés, ventos, magnetismo e muitos outros elementos necessários à feitura de um autêntico e perfeito roteiro.Por isso, apenas pretendi coligir as informações indispensáveis ao simples uso das ilhas como abrigo de navios, de modo a facilitar a demanda de fundeadouros e os desembarques.É isto o que mais importa para o navegante, sempre preocupado com o mau tempo tão freqüente, receoso de perder um ferro num mau fundo, sem planos, sem roteiros, sem pilotos.De facto, além das cartas do Almirantado Britânico, antiquadas e resumidas, e do roteiro inglês que às ilhas se refere — contendo muito úteis informações para a navegação costeira, mas insuficiente nas indicações para demandar surgidouros, sem nada dizer da maioria dêles — nada mais há publicado do que a notícia que o 2.º tenente Owen Pinto inseriu nos Anais do Club Militar Naval de Setembro e Outubro de 1914. Apesar de limitada, muito tem auxiliado quem se tem visto na obrigação de cruzar nas ilhas, sem outros esclarecimentos.Agora começam a sair os trabalhos da M. H. I. A. e com êles desaparecerão as dificuldades. Mas ainda decorrerá algum tempo antes de completos êsses estudos; e mesmo depois, enquanto o seu roteiro não fôr publicado, haverá toda a conveniência em dispor de outros elementos, que as cartas não costumam trazer, para praticar os portos levantados e especialmente aquêles locais que não tiveram o merecimento de um plano.* * *Não posso aqui esquecer os senhores oficiais do N. R. P. «Lima» que tanto valorizaram êste trabalho com os seus desenhos e me ajudaram na colheita de elementos. De entre todos foi o 2.º tenente Guimarães Rodrigues que prestou a mais importante contribuição, fazendo a maioria dos desenhos. Tirava-os à vista, do natural, desprezando intencionalmente as proporções a fim de melhor relêvo dar aos pontos notáveis, completando depois os trabalhos com os pormenores fixados pela fotografia. Ninguém terá dúvida em classificar a sua colecção de primorosa.É também aos senhores Capitães dos Portos e Delegados Marítimos nos Açôres, Oficiais da M. H. I. A. e da Estação Radiometeorológica Naval do Atlântico, na Horta, Capitães dos paquetes da Emprêsa Insulana, pilotos, práticos e pescadores, que cabe a responsabilidade de terem prestado um grande número de preciosas informações. A todos devo muito reconhecimento.A quási totalidade dos conhecimentos foi obtida nos próprios locais, na companhia de homens de reconhecida competência, tudo verificado sempre que foi possível. Seria meu desejo ter ancorado em tôda a parte em que os fundos para tal são aconselhados. Mas êste estudo foi feito nas horas vagas, ou melhor, cumulativamente com outros serviços, aproveitando oportunidades de navegação que o desempenho de várias missões nos Açôres, no período de alguns meses, me permitiu. Contudo muitos ancoradouros se praticaram e todos, sem excepção, foram visitados, reconhecidos e sondados.Não vão descritos todos os contornos das costas, bai- xos, ilhéus e faróis dos Açôres. Apenas se fala no que interessa à pilotagem dos fundeadouros e referenciação dos desembarcadouros, ou ainda cuja notícia agora dada venha alterar o conhecimento anterior havido. Quero dizer que é indispensável a consulta não só das cartas, como da lista de faróis e roteiro inglês antigo.Por tudo isto recomendo esta obra apenas como um auxiliar ao qual não devem ser pedidas responsabilidades que não competem a quem não tem pretensões. Mas também não tenho dúvidas de que agora qualquer navio poderá percorrer — sem receios e apenas com cautela — todos os ancoradouros dos Açôres e reconhecer todos os seus portinhos de desembarque.Há quinhentos anos que Frei Gonçalo Velho escreveu a primeira e a mais valiosa página para um roteiro das ilhas. Muito, depois disso, aqui fizeram os portugueses, desvendando os mares e desbravando as terras. Mas do seu conhecimento das coisas do mar bem pouco nos legaram pela escrita. Eis porque ainda cinco séculos mais tarde se podem apresentar êstes bem modestos subsídios como o primeiro roteiro marítimo dos Açôres.Bordo do Contratorpedeiro «Lima», Setembro de 1942.»We have made it easy for you to find a PDF Ebooks without any digging. And by having access to our ebooks online or by storing it on your computer, you have convenient answers with Ancoradouros das Ilhas dos Açôres. To get started finding Ancoradouros das Ilhas dos Açôres, you are right to find our website which has a comprehensive collection of manuals listed. Our library is the biggest of these that have literally hundreds of thousands of different products represented.
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271
Format
PDF, EPUB & Kindle Edition
Publisher
Anais de Marinha – Estado Maior Naval – Ministério da Marinha